Grupo Viagem

envie a um amigo envie sua dica imprimir

Especiais
Cruzeiros
Resorts
Super Aventuras
Verão
Aventura e Diversão
Internacionais
América Latina
África
Europa
Estados Unidos e Canadá
Austrália, Nova Zelândia e Ilhas do Pacífico
Nacionais
Norte
Nordeste
Sudeste
Centro Oeste
Sul
TV grupo viagem
Blogs
Blog do Viajante
Casal Tsunami
Critter Hunter
Japa Girl
Expedições Solitárias
No Tabuleiro da Bailandesa
Dicas e apoio
Boletim
Vistos e passaporte
Bagagens
Vacinas
Telefonia
Embaixadas e Consulados
Aeroportos
Rodoviárias
Dicionário
Fuso Horário Mundial
Quem somos
blog do viajante

Mudando de Hemisfério!!!

Por Expedições Solitárias no dia 11/03/2008 às 22h54

 Dia de comemorar: Em 11 de março de 2007 deixava o Rio de Janeiro para iniciar a Expedição Solitária "Pelas Curvas da América". Aprendi muito ao longo desse um ano, não só sobre nosso continente, sobre nossa cultura, mas também sobre meus limites e a capacidade que o ser humano tem de vencer desafios. Obrigado pela sua companhia!!!

Banõs é completamente diferente de qualquer cidade equatoriana. É definitivamente uma cidade turística e a oferta de hotéis, restaurantes e agências de turismo chega a assustar. A cidade oferece tantos atrativos que qualquer um fica perdido. Escalada nos vulcões, expedições na selva equatoriana, fazer pêndulo numa ponte, passar uma tarde relaxante em uma piscina de água termal, são só algumas das opções que o turista tem na cidade. Eu tirei um dia para alugar um quadriciclo e sair para conhecer La Ruta de Las Cascadas. Um passeio interessante é atravessar o cânion em uma plataforma suspensa por cabos de aço. A vista é fascinante e do outro lado a mata é praticamente virgem.

Um lindo e emocionante passeio

O ponto alto da estrada definitivamente é o Pailon Del Diablo. Uma cachoeira impressionantemente bonita escondida no meio da selva. Para chegar, nada mais do que 15 minutos de uma linda trilha.

El Pailon Del Diablo

A cidade de Baños em si também é muito agradável e caminhar pelas suas ruas a noite é um relaxante passeio.

Catedral de Baños a Noite

Saindo da serra desci em direção a Amazônia equatoriana. Passando por Puyo cheguei a Tena de onde fui conhecer a pequena Puerto Misagualli. A cidade tem uma pequena estrutura hoteleira, mas suficiente para quem quer explorar um pouco da selva. Fiz um passeio de barco pelo Rio Napo, um dos afluentes do Rio Amazonas. Nada como navegar no meio da selva primária.

Passeio pelo Rio Napo

No meu passeio fui conhecer um zoológico a céu aberto de uma comunidade indígena. Os animais ficam soltos e me diverti com as peripécias dos macacos que não paravam quietos.

Um macaco nada folgado

De volta a civilização subi a serra e cheguei a Quito, a surpreendente capital do Equador. Quito é uma cidade organizada e muito agradável, sem falar no povo equatoriano que é um dos mais amáveis que conheci em toda expedição. O centro histórico da cidade foi um dos primeiros a ser considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco e caminhar pelas suas ruas é uma verdadeira viagem ao passado.

Palácio presidencial de Quito visto por outro ângulo

De Quito, antes de seguir para Otavalo, minha última parada em solo equatoriano, passei no principal ponto geográfico do nosso continente, a Metade do Mundo. O lugar por onde passa a Linha do Equador e divide o planeta em dois hemisférios.

Foto clássica: Um pé em cada hemisfério

Ao lado do monumento encontrei um museu particular onde os guias realizam várias experiências interessantes. Uma delas demonstra como é fácil colocar um ovo cru em pé sobre um prego, desde, é claro, que você esteja exatamente sobra a Linha do Equador.

Só na Linha do Equador fazer isso é tão simples

A entrada de Otavalo é mais bonita do que a cidade em si, reconhecida mundialmente pela qualidade e pelo tamanho do seu mercado indígena.

Magnífica chegada em Otavalo

Cruzei a fronteira e agora estou em Medellín, Colômbia, mas isso eu conto no próximo post.

Um grande abraço e boas estradas.

Rodrigo Ventura

Visite meu site e veja mais fotos, vídeos e outros relatos: www.expedicoessolitarias.com.br

sugira um post envie para um amigo topo

Do deserto peruano ao inverno equatoriano em poucos dias!!!

Por Expedições Solitárias no dia 21/02/2008 às 17h22

Com a proximidade do carnaval e uma bela promoção no preço das passagens aéreas, não resisti e tomei uma decisão inusitada: passar 20 dias na Cidade Maravilhosa. Fiz uma surpresa para todos e foram 20 agradáveis dias. Estava precisando!!! Apesar da chuva o carnaval carioca, como sempre, foi maravilhoso e me diverti muito. No último dia 09 voltei para Lima e segui com a expedição. Minha primeira parada foi na pequena Huanchaco, cidade praiana que fica ao lado de Trujillo, a maior cidade do norte peruano. Huanchaco é procurada por turistas de todo o mundo que chegam em busca das ondas perfeitas da costa peruana. A cidade também é marcada pelos seus pescadores que ainda utilizam os centenários “cavalos” de totora para pescar.

Pier de Huanchaco com um "cavalo" de totora na praia

Uma bela pedida na cidade é comer um bom cebiche (peixe cru marinado ao limão e pimenta) e apreciar o pôr do sol a beira do Pacífico.

Por do sol em Huanchaco

Entre Huanchaco e Trujillo estão localizadas as ruínas de Chan Chan que representam o maior conjunto de ruínas feitas de barro de todo o mundo. O complexo de Chan Chan, formado por 15 cidadelas independentes, foi construído pela cultura Chimu por volta do século 13d.c. mas, infelizmente, grande parte foi destruído principalmente pelos plantadores de cana da região que desconheciam seu valor histórico. Foi encantador caminhar pelas ruínas e analisar cada detalhe. Salas de cerimônia, grandes praças, sala funerária e até um lago fazem parte do espaço aberto à visitação.

Ruínas de Chan Chan e o belo trabalho decorativo

O interessante é que os Chimus, por trabalharem bem com o barro, faziam questão de dar formas que representavam principalmente a pesca, maior fonte de subsídio da comunidade. Além do barro, também trabalhavam muito bem com madeira e assim construíam sentinelas que ficavam espalhadas pela fortaleza.

Sentinela esculpido em madeira

Das ruínas segui para o museu onde está exposta uma parede decorada a moda Chimu.

Parede Chimu, desenhos no barro

Aproveitando que estava próximo a Trujillo, aproveitei para conhecer a cidade. As ruas são apertadas e o trafego é confuso. Parei na praça principal no centro histórico e fiquei apreciando a arquitetura antiga, único atrativo da cidade.

Minha princesa na praça de Trujillo

De Huanchaco segui para Mâncora, minha penúltima parada em solo peruano. Os peruanos fazem tanta propaganda do balneário que achei que fosse encontrar um paraíso, mas me decepcionei. Uma cidade com pouca estrutura e às beiras da rodovia Panamericana, que, pelo menos para mim, tem como único atrativo as águas quentes do mar, já que não sofre influência da gélida corrente de Humboldt. Por lá conheci dois colombianos que estavam viajando para o sul em suas BMW’s. Estavam completamente sem roteiro e aproveitamos para fazer um pequeno planejamento para eles.

Alejandro, Juan Pablo e eu em Mâncora

De Mâncora segui para Zorritos, uma praia bem mais bonita e localizada a apenas 80Km ao norte. Passei uma noite por lá e finalmente entrei em território equatoriano. Da fronteira segui direto para a bela Cuenca na região serrana, uma das cidades mais bonitas do Equador. O problema é que esse ano o tal do inverno equatoriano que normalmente começa em março resolveu começar mais cedo e com chuvas muito mais fortes do que o previsto. Caminhei pela cidade, mas devido a chuva constante foi impossível fotografá-la. Na última terça, depois que a estrada foi reaberta, deixei Cuenca e cheguei a Riobamba onde pretendia fazer o famoso passeio de trem por “La Nariz Del Diablo”. Pretendia porque devido aos desabamentos na linha do trem os passeios foram temporariamente suspensos. Hoje pela manhã segui Baños outra charmosa cidade equatoriana famosa por seus banhos termais e pelo fácil acesso a esportes de aventura. A cidade é realmente linda e mal vejo a hora de começar a explorá-la.

Um grande abraço e boas estradas.

Rodrigo Ventura

Visite meu site e veja mais fotos, vídeos e outros relatos: www.expedicoessolitarias.com.br

sugira um post envie para um amigo topo

As maravilhas peruanas ajudam na comemoração dos 10 meses de expedição

Por Expedições Solitárias no dia 17/01/2008 às 20h40

A primeira parada em solo peruano foi na cidade de Puno, também a beira do Titicaca, mas nem de longe charmosa como Copacabana. Puno é a base ideal para conhecer o lado peruano do lago. A primeira parada da excursão que fiz foi nas ilhas flutuantes de Uros. As ilhas são feitas de uma planta chamada totora, também utilizada na construção das casas, barcos e brinquedos, além do artesanato, é claro.

Ilhas de Uros

As ilhas são habitadas por índios que ainda praticam a antiga técnica do escambo para sobreviver, trocando peixes por demais coisas que necessitam na cidade. Fora isso também pedem contribuições aos turistas que visitam o lugar e vendem artesanato.

Velha india moradora de uma das ilhas de Uros

Quem quiser pode pagar 5 soles, menos de 2 dólares, para dar uma volta em um barco feito de totora.

Barco feito de totora, navegando pelo Titicaca

A maioria das ilhas é bem pobre e a única que tem alguma estrutura é a que é considerada capital das ilhas flutuantes. Por lá você consegue encontrar restaurante, hotel e até um telefone publico flutuante.

Cabine telefônica na capital das ilhas de Uros

De lá o barco seguiu para Amantani onde fiquei hospedado na casa de uma família de moradores. Uma rica experiência, ainda mais levando-se em conta a amabilidade das pessoas que vivem por lá.

No dia seguinte fomos a ilha de Tequile. Uma ilha muito diferente da anterior, não só nos costumes como também na estrutura. Hotéis, restaurantes, mercado de artesanato e até um pequeno centro de exposição fotográfica.

O Titicaca com a cordilheira ao fundo, visto de Tequile

A ilha é dividida em várias comunidades e o espaço de cada uma delas é demarcado por um portal como esse que fotografei abaixo.

Um dos muitos portais da ilha de Tequile

A cor da água do Titicaca perto da ilha de Tequile também me chamou muita atenção. Se não fosse pela temperatura gelada seria difícil resistir a vontade de mergulhar no lago.

A tranparente água do Titicaca na ilha de Tequile

Depois de Puno fui para a simpática Arequipa. Uma cidade rica na arquitetura colonial onde passei meu Natal antes de seguir para Chivay. Chivay é uma cidade bem pequena, mas recebe milhares de turistas todos os anos, interessados em conhecer o Cânion Del Colca, um dos maiores do mundo. Andei de moto pela borda do cânion e pude apreciar, com toda liberdade, mais essa maravilha natural do nosso continente.

As profundezas do Cânion Del Colca, um dos maiores do mundo

Em Chivay, caso tenha tempo, também vale conhecer as piscinas de águas termais que ficam bem pertinho da cidade. Um ótimo lugar para relaxar!!!

Peguei uma estrada secundaria para Cusco, pois, caso contrário teria que dar uma volta imensa. A estrada era terrível. Precipícios, pedras soltas, muitos buracos, um sobe e desce a toda hora e ainda cruzava alguns rios de água gelada. Ponte é algo que ainda não existe na região e terminei a viagem bastante molhado. Mas valeu pelas belezas da estrada.

Em Cusco aproveitei tudo que podia na cidade. Museus, passeios e, é claro, a sonhada visita a Machu Picchu.

A famosa pedra dos 12 ângulos em Cusco. Um trabalho feito pelos Incas.

A pequena cidade de Ollantaytambo vista da conservada fortaleza Inca

Foto clássica de Machu Picchu com a montanha Wayna Picchu ao fundo

As ruínas da cidade sagrada de Machu Picchu

Depois de passar o ano novo na cidade, retomei a viagem e mais uma vez atravessei a cordilheira para poder chegar em Nazca. Por lá fui conhecer as famosas linhas feitas pelos antigos moradores da região. O passeio de avião é muito interessante, mas exige que o turista tenha um estômago de ferro para agüentar as manobras feitas pelo piloto para que todos possam observar as linhas.

O trapézio, uma das figuras das intrigantes linhas de Nazca

Agora estava de volta ao nível do mar, de volta ao calor e de volta ao deserto. Para me refrescar um pouco fui conhecer Paracas e sua reserva natural marinha. Paracas fica no caminho de Lima e é uma cidade muito agradável. Infelizmente boa parte da cidade foi destruída com o terremoto de 7,9 graus de Pisco, cidade vizinha, em 15 de agosto de 2007, mas mesmo assim vale conhecer.

Reserva Natural Marinha de Paracas

Por lá fiz um passeio de barco para conhecer a reserva e pude ver uma infinidade de pássaros, lobos marinhos e os simpáticos pingüins de Humboldt.

Reserva Natural Marinha de Paracas

De Paracas segui para Lima, a capital peruana. Chegar na cidade foi um sacrifício, pois a moto estava com problemas e além de apagar o motor toda hora tinha que me sacrificar para fazê-la pegar outra vez. Em Lima deixei a moto numa oficina de confiança e aproveitei para esticar as pernas e conhecer a cidade. Fiquei hospedado no gostoso distrito de Miraflores, um lugar seguro, bonito e com um bom movimento noturno. Tirei um dos dias para ir ao centro de Lima e conhecer um pouco da arquitetura da cidade. Aproveitei para visitar o curioso museu da inquisição, um passeio que vale ser feito.

Obrigado pela sua companhia ao longo desses 10 meses da Expedição Solitária Pelas Curvas da América.

Um grande abraço e boas estradas.

Visite meu site e veja mais fotos, vídeos e outros relatos: www.expedicoessolitarias.com.br

sugira um post envie para um amigo topo

Do Chile ao Peru, passando pela Bolívia - Muita emoção e adrenalina!!!

Por Expedições Solitárias no dia 24/12/2007 às 14h38


Desculpe pelo tempo de espera entre a última postagem e essa, mas como você poderá ver, os últimos tempos foram bem corridos...

A ilha de Chiloé é mesmo encantadora, não é a toa que no verão fica lotada de turistas, principalmente chilenos vindos da capital Santiago. Um lugar tranqüilo e de cores intensas.

Uma estrada na Ilha de Chiloé

O melhor lugar para ficar na ilha é Castro, sua capital. Localizada bem no centro do enorme pedaço de terra, a cidade, bem estruturada para o turismo, serve de base para visitar as pequenas cidades ao redor, as dezenas de Igrejas consideradas Patrimônio da Humanidade e o belo Parque Nacional de Chiloé à beira do Pacífico.

Uma das muitas Igrejas consideradas Patrimônio da Humanidade

Depois de Chiloé peguei um verdadeiro temporal na estrada e durante as duas noites que fiquei em Pucón não parou de chover. A cidade é linda e já tinha ido em uma viagem em 2005. Estava louco para rever o Villarica, o primeiro vulcão em que “logrei la cumbre”, mas as nuvens não permitiram. Para me livrar do mau tempo tomei uma decisão radical. Como já conhecia essa região decidi subir direto de Pucón a Mendoza, na Argentina, em um dia. Uma arriscada viagem de mais de 1.200Km onde teria que atravessar os Andes a noite pelo perigoso “Paso Del Cristo Redentor” na altura de Santiago. A viagem foi cansativa, porém, ao descer os Andes, ganhei uma bela lua cheia de presente ao meu lado direito. Do meu lado esquerdo o “Sentinela de Pedra”, o Aconcágua, refletia no seu pico nevado a luz da lua. Parei a moto várias vezes no acostamento para apreciar aquela maravilha. Simplesmente fantástico!!!

Passei apenas duas noites em Mendoza para me despedir do meu amigo Dario e pegar minhas coisas que estavam em sua casa. Num domingo atravessei novamente a fronteira para o Chile e fui para La Serena. A cidade é bem agradável, mas a melhor maravilha da região fica por conta do Valle Del Elqui, 70Km a leste.

A bela paisagem do Valle Del Elqui

A região é a maior produtora de pisco do Chile e os pequenos povoados são ótimos lugares para descansar no meio da cordilheira.

 

A frente da Igreja da pequena Elqui

Seguindo para o norte minha próxima parada foi na pequena Caldera, ponto estratégico para visitar Bahia Inglesa, a praia mais fotografada de todo o Chile. A água transparente do Pacífico em contraste com a branca areia da praia, forma uma paisagem paradisíaca. O lugar também é bem tranqüilo e oferece opções de hospedagens, porém mais caras do que em Caldera.

Bahia Inglesa, o paraíso em forma de praia

Para o norte, já na região do imenso Desero de Atacama, o deserto mais seco e mais alto do mundo, saí da boa Ruta Panamericana para me aventurar pelas estradas de terra do Parque Nacional Pão de Açúcar, beirando o Pacífico. A paisagem é deslumbrante e faz com que o lugar realmente mereça ser considerado uma Reserva Natural do Chile.

Parque Nacional Pão de Açucar - Deserto de Atacama

Mais ao norte, antes de entrar para leste e ir para San Pedro de Atacama, uma parada em Antofagasta, a maior cidade do norte chileno. O maior, ou melhor, o único atrativo da cidade fica a 18Km para o norte e é conhecido como “La Portada”. Um impressionante portal de pedra no meio do mar. Mal podia imaginar que 10 dias depois de minha passagem pela cidade, Antofagasta seria sacudida por um grande terremoto. Foi por pouco!!!

La Portada - Viva a "naturaleza"!!!

No caminho para San Pedro de Atacama minha companheira de viagem começou a sentir os efeitos da altitude, mas conseguimos chegar bem. Acho que posso considerar San Pedro como a cidade mais turística de todo o Chile. Pelas pequenas ruas de terra pode-se ouvir praticamente todos os idiomas e, as vezes, com sorte, até mesmo um pouco de espanhol. São turistas vindos de toda parte do mundo buscando se aventurar pelas maravilhas do deserto. Um belo passeio é o tour para conhecer os Gêiseres Del Tatio, apesar da necessidade de acordar as 03:30 da manhã. O caminho até lá é complicado e demora um pouco, por isso a necessidade de sair cedo, já que o espetáculo natural fica mais bonito com os primeiros raios de sol, por volta das 06 da manhã.

Geiseres Del Tatio ao amanhecer

Visitar as pequenas cidades próximas também pode ser um agradável passeio, principalmente se uma dessas cidades for a simpática Tocanao.

Interior da Igreja da pequena Tocanao

Tocanao fica ao lado de um dos mais belos oásis do Deserto de Atacama, a Quebrada do Jerê. Para conhecer o vale, nada melhor do que caminhar por dentro do rio e explorar a bela e fértil vegetação, coisa bastante rara no deserto.

Quebrada do Jerê - Um belo oásis!!!

O Salar do Atacama também é um belo lugar para ser visitado. Nem tanto pelo salar, pois confesso que achei Salina Grande na Argentina muito mais interessante, isso sem falar no Salar de Uyuni que ainda estava por vir, mas vale para apreciar os interessantes flamingos que desfilam de um lado para o outro.

Flamingos no Salar do Atacama

Outro programa que vale é ir ver o pôr do sol no Vale de La Luna chileno. O vale fica bem próximo da cidade e a tarde enche de turistas que querem apreciar o espetáculo. Para chegar no melhor lugar tive que caminhar pela crista de uma enorme duna e a sensação foi muito interessante, algo parecido com caminhar pela crista de uma onda, se fosse possível, é claro!!!

Vale de La Luna chileno

San Pedro também oferece uma grande variedade de restaurantes e alojamentos para todos os gostos e bolsos. Eu, para economizar, fiquei em um camping e senti na pele a amplitude térmica do deserto, com forte calor ao longo do dia e bastante frio a noite. O que também não falta são agências de turismos oferecendo passeios e pacotes aos turistas. Fechei com uma das agências que faz a travessia San Pedro de Atacama (Chile) – Uyuni (Bolívia) para levar minhas mochilas e minha gasolina extra ao longo dos 3 dias de aventura. Dentro do preço estava incluído também duas noites em alojamento, as refeições e dois carros de apoio durante todo o tempo. Quase tudo funcionou, menos os dois carros de apoio que me deixaram para traz e praticamente fiz a travessia sozinho. Para me guiar contei com a ajuda do sol, já que, na maior parte do tempo, estrada, placas, ou gente, são coisas que não existem por lá. Foram dias difíceis e de muito risco, onde o que me ajudava a relaxar era a linda paisagem ao meu redor. Ah, e ao longo da travessia cheguei a 4.930m do nível do mar, um recorde para mim e para a minha companheira de viagem. Separei algumas fotos para você desses três emocionantes dias:

Entrando na Bolívia com a Laguna Verde ao fundo

Piscina de água termal no meio do deserto

Minha moto e os carros que "deveriam" me acompanhar

Uma das muitas lagoas que aparecem ao longo da travessia

Vulcão Ollague em atividade

Sentado no imenso Salar de Uyuni

Chegando na pequena Uyuni, depois de descobrir as maravilhas do seu gigantesco salar, a briga foi para conseguir gasolina, artigo em falta na cidade. Passei um dia correndo de um lado para o outro até conseguir encher o tanque e seguir para Potosí. A estrada para Potosí não é asfaltada e tem grandes subidas e descidas a beira de enormes penhascos. A paisagem é fascinante e muitas vezes parei a moto para poder curtir um pouco o visual.

Em Potosí, além de andar pelas ruas e apreciar a arquitetura de uma cidade que já foi a mais rica da Bolívia graças as minas de prata, um passeio interessante é justamente passar um dia dentro das minas acompanhando o trabalho dos mineiros. Várias agências na cidade organizam o tour e caso você tenha interesse eu indico a Greengo’s. Lá, peça para ir com um guia conhecido como Chasqui, pois ele já trabalhou nas minas durante três anos e além disso é um cara bastante culto.

O duro trabalho nas minas de Potosí

A próxima parada era a explosiva Sucre. A arquitetura da cidade também chama atenção e aos domingos vale esticar 60Km até Tarabuco, onde se realiza uma grande feira de produtos locais. A feira fica lotada de turistas que aproveitam o câmbio boliviano para encher as sacolas gastando muito pouco.

A bela arquitetura de Sucre

Artigos da feira de Tarabuco

Deixei a moto em Sucre e fui de ônibus para Santa Cruz de La Sierra onde peguei um avião para São Paulo em meados de novembro. Fui competir no 5º Campeonato Brasileiro de Trekking e aproveitei para passar 10 dias no Rio matando as saudades. Enquanto estava no Brasil, Sucre quase entrou em guerra civil e, em uma manifestação na praça ao lado do meu hotel, 3 pessoas morreram e 300 ficaram feridas. Quando voltei tudo já estava mais calmo, mas a tensão era grande já que a província onde fica Sucre em conjunto com a província de Santa Cruz estava preparando tudo para decretar autonomia em relação a La Paz. Tive a oportunidade de acompanhar uma manifestação de perto. Por sorte foi bem tranqüila.

Manifestação pela autonomia em Sucre

Com o conturbado momento político no país resolvi apressar as coisas e segui para Cochabamba. A cidade não oferece muitas opções turísticas e é muito fácil encontrar com brasileiros que foram estudar na Bolívia. De Cocha, como é conhecida, fui para La Paz e confesso que fiquei chocado com o conturbado trânsito quando entrei. La Paz é uma cidade interessante, mas que de paz não tem nada, afinal é uma cidade grande. Por lá fui conhecer a famosa “Estrada da Morte”. Desci de bicicleta em um alucinante "Down Hill" que vale muito ser feito. Mas segue a dica: pague um pouco mais caro, mas escolha uma agência que tenha uma boa bicicleta e equipamentos de proteção. Freio a disco nas duas rodas, suspensão dianteira e traseira, são itens indispensáveis para segurança e conforto respectivamente.

Estrada da Morte na Bólívia

Antes de seguir para o Peru, minha última parada na Bolívia, Copacabana, a pequena cidade na margem do grandioso Titicaca. Uma cidade pequena, uma cidade hippie, onde a tranqüilidade emana por todos os lados. Caminhar na beira do lago depois de se deliciar com uma bela e fresca truta em uma das barracas da costa é ótimo.

Copacabana, às margens do Titicaca

Um belo pôr do sol às margens do Titicaca

Não resisti em ir conhecer a Ilha do Sol, a famosa ilha sagrada dos Incas. Caminhei do sul até o norte da ilha, onde pude apreciar a secular mesa de sacrifícios e as ruínas de seus templos. Os filhos do sol, como se autodenominavam, ofereciam os corações das suas mais belas virgens ao deus Sol. Uma viagem ao passado ainda presente.

Mesa de sacrifício utilizada pelos Incas na Ilha do Sol

Na última semana deixei a Bolívia e entrei em território peruano. Muitas descobertas pela frente em mais um país a ser atravessado pela Expedição Solitária "Pelas Curvas da América". Aproveito para desejar um Feliz Natal para você, sonhando que o espírito de amor natalino esteja presente ao longo não só de 2008, mas de todos os anos de sua vida.

Nas ruínas dos Incas na Ilha do Sol

Um grande abraço e boas estradas!!!

Visite: www.expedicoessolitarias.com.br

sugira um post envie para um amigo topo

Ruta 40 x Carretera Austral - Uma batalha de quilômetros!!!

Por Expedições Solitárias no dia 23/10/2007 às 19h58

Demorei um pouco a postar, pois tive uns contratempos nos últimos dias. A Patagônia não é fácil e reserva surpresas. Mas agora já está tudo bem e estou na ilha de Chiloé, no sul do Chile. Chega de enrolação e vamos ao relato...

Ushuaia!!! Como sonhei em chegar nessa pequena cidade de moto. Cheguei com muito frio e debaixo de chuva, mas como valeu. A cidade tem uma boa estrutura turística com restaurantes, hotéis, pousadas e albergues. Fora isso, o turista também encontra uma grande diversidade de passeios. A caminhada pelo Glaciar Martial é um dos pontos imperdíveis. Do alto da montanha você pode ter uma vista sensacional do Canal de Beagle e da própria cidade.

Apreciando o Canal de Beagle do alto do Glaciar Martial

Outro passeio muito procurado pelos turistas mas que, a meu ver, não vale o alto valor pago, é o passeio de barco pelo Canal de Beagle. O passeio dura em torno de três horas e a paisagem não muda, podendo, inclusive, ser vista da própria cidade. O ponto alto, se é que se pode chamar assim, é a aproximação do farol da baía. Muitos turistas pensam que é o farol do fim do mundo, mas nem isso é.

Farol do Canal de Beagle

Outro passeio que não pode deixar de ser feito é a ida até o Parque Nacional Terra do Fogo. O parque é imenso e muito bem conservado oferecendo várias opções de trilhas aos mais dispostos. Para quem não é de caminhar, o circuito de carro já vale a visita.

Parque Nacional Terra do Fogo

Dentro do parque fica também o final da “Ruta 3”, estrada que começa em Buenos Aires e que chega ao ponto mais austral do planeta, estando a mais de 17.000Km do Alaska.

E agora??? Acabou a estrada... Fim da "Ruta 3"

Quando estava saindo de Ushuaia aproveitei o dia de sol para fazer a famosa foto de chegada na cidade. Tudo bem que estava saindo, mas o que vale é a intenção.

Foto padrão: "Chegada a Ushuaia". Feita na saída, mas ninguém precisa saber!!!

Do fim do mundo, comecei a subir e depois de boas horas de estrada cheguei a Puerto Varas no Chile. A cidade não é nada turística, a não ser pelos belos preços da Zona Franca. Subindo, passei na pequena Puerto Natales e fui para o Parque Nacional Torres Del Paine. O parque é absurdamente bonito, com lagos de todas as cores e belas montanhas, além do Glaciar Grey, tornando-se assim o paraíso do trekking de qualquer aventureiro.

Torres Del Paine

A trilha mais conhecida no parque é o W e pode ser feito em um tempo de 3 a 5 dias, dependendo da disposição da pessoa. Como estava com a moto e outras coisas mais, preferi fazer apenas uma das pernas do W em uma caminhada de 7 horas, sendo 4 para chegar até a base das Torres Del Paine, que dão nome ao parque, e 3 horas para voltar ao acampamento.

Base das Torres depois de 4 horas de trekking

Deixando o parque, segui para El Calafate, de volta a Argentina. A cidade é uma graça e recebe turistas praticamente durante todo o ano. O grande atrativo fica por conta do majestoso Glaciar Perito Moreno. O glaciar é uma verdadeira montanha de gelo e sua parede chega a medir 60 metros de altura.

Glaciar Perito Moreno visto das passarelas de observação

Já caminhando pelas passarelas de observação é possível ouvir os estrondos dos blocos de gelo se partindo e caindo na água. Mas, caso você faça o passeio de barco, aí sim poderá não só ouvir melhor, como também ver bem de perto esse espetáculo da natureza. Esse sim é um passeio que vale cada centavo.

Glaciar Perito Moreno visto de baixo, do barco. Foto tirada no momento exato da queda de um enorme bloco de gelo ao fundo.

Quando estava deixando a cidade em direção a El Chaltén, tive um grave problema com a moto. Ao passar em um grande buraco da “Rita 40” a corrente se soltou e deformou a tampa do motor. Com isso fiquei apenas com a 1ª e a 2ª marcha na moto. Voltei para El Calafate e consegui encontrar o único mecânico da cidade. Com calor, habilidade e sorte, ele conseguiu desempená-la e pude seguir viagem.

El Chaitén é outro paraíso do trekking sul-americano. Muitos montanhistas chegam na cidade para se aventurar no colossal Fitz Roy. Eu queria pelo menos apreciá-lo de longe e fotografá-lo, mas o mau tempo não deixou. Ao chegar fui surpreendido por uma grande nevasca acompanhada de rajadas de vento muito fortes. O dia seguinte amanheceu igual ou pior, por isso resolvi partir para finalmente encarar o que seria o trecho mais perigoso da expedição até agora. Esse trecho patagônico da “Ruta 40” é famoso pelo rípio solto e pelos fortes ventos com rajadas que podem superar os 150km/h principalmente na primavera.

Realmente nesse dia o vento estava muito forte e, mesmo tomando todo cuidado, não tive como passar ileso. O vento forte era constante e me sacudia de um lado para o outro até que três rajadas fortíssimas me atiraram ao chão. Por sorte a roupa me protegeu na queda. A moto, por sua vez, terminou com uma seta destruída, o pára-brisa solto e um empenamento no guidão. Mas por sorte foi só isso. Poderia ter sido bem pior.

Depois de vencer a 40 entrei novamente no Chile pelo passo Los Antíguos, chegando na pequena Chile Chico. A cidade é a principal porta de entrada ou saída para quem pretende se aventurar pela mística Carreteira Austral, sonho de qualquer motociclista e de apaixonados por veículos 4 x 4. Em Chile Chico você tem a opção de cruzar de balsa e economizar mais de 400Km, mas fazer isso pode ser considerado uma loucura, pois você perderá uma das partes mais bonitas da estrada.

Chegando na Carreteira Austral

De Chile Chico a Coyaque são quase 500Km e a paisagem é de tirar o fôlego. Não resisti em parar milhares de vezes para fotografar, filmar, ou simplesmente ficar apreciando. Lagos enormes, montanhas coloridas, vales indescritíveis. Finalmente estava na Carreteira Austral. Foram três dias de viagem pela Carreteira e tenho que confessar que se tivesse o poder de parar o tempo, assim teria feito. Cada Km é fascinante. Cada segundo é surpreendente. Essa estrada tem magia!!! Pode parecer que estou exagerando, pois é apenas uma estrada, mas não é uma estrada qualquer. Não é mesmo!!! Só passando por ela para entender o que estou dizendo.

Carreteira Austral, muito mais do que uma estrada...

Nessa época do ano existem apenas duas formas de sair da Carreteira Austral pelo norte. Via Argentina, pelo passo de Futalefú, saindo na altura de Esquel ou de balsa de Chaitén até Puerto Mont em uma desconfortável viagem de 11 horas. Como depois iria para a ilha de Chiloé, escolhi a balsa e sofri na noite do último domingo em intermináveis horas. A balsa saiu as 21:00 e durante toda noite todos os passageiros se apertaram em uma pequena e desconfortável sala na parte superior da balsa. Que noite...

Maldita Balsa Chaitén - Puerto Mont (11h)

Na última segunda, depois de desembarcar em Puerto Mont, segui para o sul rumo a ilha de Chiloé. Meu amigo argentino, o Dario, se despediu e seguiu para o norte, pois tem que retornar rápido para Mendoza. Depois de 60Km e mais meia hora de balsa, cheguei na colorida ilha. A ilha tem uma vegetação peculiar onde predomina o verde e o amarelo intenso. Mas eu conto mais sobre esse pedaço de paraíso no próximo relato. Não perca!!!

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

De volta ao mar com Lobos Marinhos, Baleias e Pinguins

Por Expedições Solitárias no dia 01/10/2007 às 14h57

Em El Bolson ouvi várias vezes que não tinha nada para conhecer em Esquel. Ainda bem que não acreditei e fui conferir. O passeio no Expresso Patagônico, um antigo trem a vapor que hoje é utilizado, e bem utilizado diga-se de passagem, para o turismo já faz valer a visita a cidade. O trem atravessa uma paisagem de “cair o queixo” levando os turistas até uma pequena comunidade Mapuche onde se pode visitar um museu, ver um pouco do artesanato local e ainda comer as deliciosas tartas fritas.

La Tronchita - Expresso Patagônico

Estando na cidade não se pode deixar de fazer o circuito dos lagos. Um passeio por uma estrada de terra que corta o Parque Nacional Los Alerces levando o turista a conhecer lagos de água transparente completamente escondidos no meio das montanhas nevadas. Sem sombra de dúvidas o Lago Verde é o mais bonito de todos. Toda região é muito visitada no verão quando turistas e moradores de Esquel aproveitam as “praias” dos lagos para se refrescar.

Lago Verde

Saindo dos Andes cruzei mais uma vez a Argentina em uma viagem de 700Km para voltar ao Atlântico chegando em Puerto Madryn. Já estava com saudades do cheiro do mar. Já na chegada fui recebido por um grupo de baleias que descansava na costa da cidade a poucos quilômetros da praia. Puerto Madryn é muito bem preparada para o turismo e normalmente é a base de excursionistas que querem visitar a paradisíaca Península Valdes e Punta Tombo, a maior reserva de Pingüins Magalhães da América do Sul. Em Puerto Madryn fui conhecer uma reserva de lobos marinhos e foi muito bom poder observar o comportamento desses curiosos animais e ver as fêmeas amamentando seus filhotes enquanto os machos cuidavam de proteger o seu harém.

Lobos marinhos - O macho ao centro cuida das suas fêmeas

Passei duas noites em Madryn e depois fui para a Península para passar a noite em Puerto Pirâmide, um pequeno povoado de aproximadamente 400 habitantes. De lá pude sair em um passeio de barco que chega bem próximo as baleias. Uma experiência inesquecível. A baleia Franca Austral é extremamente dócil e curiosa, por isso sempre se aproxima dos barcos de turistas. Exatamente por esse comportamento, na época quando eram permitidas as brutais caçadas, elas eram consideradas as baleias perfeitas para serem abatidas. Infelizmente alguns países, como o Japão, ainda brigam pelo direito de poder reabrir a caça.

Baleias em Península Valdes

Para conhecer melhor a península saí com a moto no final da tarde e fui explorar os principais pontos, de onde pude ver elefantes marinhos, pingüins e, obviamente, um lindo pôr do sol. Deixando a Península Valdes comecei minha descida rumo a Ushuaia e não resisti aos encantos de Punta Tombo. Fiquei fascinado com os pingüins e com a facilidade que tive de chegar bem perto dessas lindas criaturinhas.

Um simpático pinguim em Punta Tombo

Dali pra frente sabia que não veria mais nada de interessante até chegar a Terra do Fogo e realmente a paisagem dessa parte da Patagônia é um tanto quanto entediante. Isso sem falar nos fortes ventos que facilmente atingiam a marca de 100Km/h e quase me jogavam longe com moto e tudo. Foi difícil!!! Cruzar a Patagônia na primavera, época de ventos fortes, realmente não é pra qualquer um. Mas o pior de tudo acho que não foi nem o vento, e sim passar por 4 aduanas em um dia. Para chegar na Terra do Fogo, tive que fazer a saída da Argentina, o que demorou 3 horas, fazer a entrada no Chile, o que demorou 1 hora e depois novamente fazer a saída do Chile e fazer a entrada na Argentina, já que não tem outra forma de chegar ao fim do mundo. A única coisa interessante foi atravessar o Estreito de Magalhães em uma grande balsa que era jogada de um lado para o outro graças ao forte vento que não deu descanso.

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Do calor de La Rioja ao frio da Patagônia

Por Expedições Solitárias no dia 19/09/2007 às 18h18

O Parque Nacional da Talampaya em La Rioja, assim como o Vale de La Luna em San Juan, é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco, porém, depois de conhecer a Quebrada das Conchas em Salta e suas formações naturais como os Castelos de Pedra e a “Garganta Del Diablo”, fiquei um pouco decepcionado ao ter que pagar quase 60 pesos para conhecer o parque e suas imensas paredes de pedra. Pelo menos pude tirar umas fotos legais e tive a sorte de contar com um guia que também é fotógrafo, sendo assim me presenteou com essa.

Parque Nacional da Talampaya

O próximo parque visitado foi o do Valle de La Luna. Foram três horas de um passeio inesquecível, onde percorri os 40Km do parque com a sensação de realmente estar andando na superfície lunar. Que lugar impressionante!!! Um passeio muito mais interessante e que me custou apenas 20 pesos.

No Valle de La Luna

Do Valle de La Luna desci direto, cruzando a província de San Juan, até chegar novamente em Mendoza onde reencontrei meu amigo Dario. Chegar em Mendoza foi um pouco difícil, pois no caminho encontrei o desagradável vento sonda, muito comum na região. O vento levanta toda a terra e torna praticamente impossível passar de moto. Pra piorar estava com um sério problema na corrente e não podia passar de 60 Km/h. Não foi fácil, mas cheguei.

Depois de uma boa revisão com direito a troca de pneus, corrente, coroa e muitas outras coisas, podemos seguir para Malargue. Podemos, pois, a partir de agora, o Dario passa fazer parte da expedição. Devemos viajar juntos por um mês e meio aproximadamente, descendo até Ushuaia e depois subindo pelo Chile até Santiago quando ele retorna para casa e eu sigo com a expedição.

Passamos apenas uma noite em Malargue e fomos para Caviahue, limite com Chile. A idéia era chegar na pequena cidade no início da noite de domingo, 09/09, mas tivemos problemas. Optamos por uma estrada de rípio que nos levaria por entre as montanhas até Caviahue, passando por belos lugares. Os lugares realmente eram fantásticos, porém, a apenas 4Km da cidade, as motos ficaram completamente presas no gelo que fechava a estrada e, já sendo 19:30, tivemos que dormir por ali mesmo. Armamos acampamento literalmente no meio da estrada e a as 21:00 o relógio já marcava 4 graus negativos. Foi uma noite longa. Muito longa. No dia seguinte fomos presenteados por um belo dia de sol e por um lugar paradisíaco, a pequena Caviahue. A grande atração da cidade é o seu centro de esqui e o seu lago que espelha com impressionante clareza, o vulcão Copahue.

Acampamento pronto para passar a noite. Acredite ou não, mas estou no meio da estrada.

Depois da gélida noite, um belo amanhecer.

Nada como andar na neve com motos feitas para isso. Eu e Dario relaxando em Caviahue.

Lago Caviahue, um perfeito espelho de água.

Passamos um dia relaxante na cidade e logo seguimos para San Martin de Los Andes. Em San Martin tive a oportunidade de fazer um passeio que não tinha feito na minha primeira passagem pela cidade e fui conhecer a cachoeira do Chachim, já quase na fronteira com o Chile. Uma magnífica queda d’água no meio de uma imensa área verde.

Cachoeira do Chachim, impressionantemente linda

Seguimos sem direção ao sul, passando por Bariloche e parando na alternativa El Bolson. A cidade foi ocupada por hippies na década de 70 e até os dias de hoje mantém a “onda alternativa”. As terças, quintas e sábados, a grande pedida é visitar a feira de artesãos na praça principal. Nos outros dias da semana explorar suas riquezas naturais é o indicado, já que a região oferece diversas opções de trilhas a serem percorridas. Outro passeio interessante é ir até o pequeno povoado de Lago Puelo, a 20Km, e ao parque que recebe o mesmo nome. Sentar em um dos mirantes e ficar apreciando o lago é uma ótima forma de relaxar.

La Puelo visto do mirante do parque

Depois de El Bolson percorremos 170Km para chegar em Esquel, já na província de Chubut. Esquel também está muito bem preparada para o turismo e, além do seu centro de esqui, oferece outros belos passeios, como o passeio de maria-fumaça pela bela região patagônica. Mas isso eu deixo pra próxima.

Ah, e não deixe de passar no meu site para ver ainda mais detalhes dessa aventura: www.expedicoessolitarias.com.br

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Descobrindo os Encantos do Noroeste Argentino

Por Expedições Solitárias no dia 08/09/2007 às 18h19

Visitar as cataratas pelo lado argentino foi uma grata surpresa. Muitas vezes escutei pessoas dizendo que o lado brasileiro, ou que o lado argentino é o mais bonito. Pude comprovar pelos meus olhos que não há um lado mais bonito. São passeios completamente diferentes. São perspectivas diferentes. Do lado brasileiro você consegue ter uma visão panorâmica da enorme queda d’água e do lado argentino você chega bem mais perto da queda e vê-la de cima para baixo. Uma sensação indescritível.

Nas cataratas, do lado argentino

Depois do passeio nada melhor do que almoçar em um dos belos restaurantes de Puerto Iguazú. Uma dica é o AQVA, na Av. Córdoba esquina com Carlos Thays. Os pratos são muito bem preparados, o preço justo e você ainda conta com toda atenção do Jorge Antonio, dono da casa. Um atendimento de primeira!!! Comi um peixe com molho de frutas simplesmente inesquecível. O e-mail para reserva é: reservas@aqvarestaurant.com

Meu próximo destino foi a capital paraguaia, Assunção. A cidade não se parece nada com uma capital federal, com apenas 600.000 habitantes, lembra muito uma cidade do interior. Assunção teria tudo para ser um belo destino turístico, porém a violência assusta bastante. Assim que entrei na cidade recebi recomendações assustadoras vindas de todos os lados: Não andar de moto; não caminhar a noite pela rua; tomar extremo cuidado ao tirar fotos; não cruzar uma das praças do centro; e pedir táxi por telefone, pois as ligações são gravadas. E olha que essas foram só algumas. O problema é que em Assunção o centro da cidade foi tomado pelas “vilas”, nossas conhecidas favelas, portanto um dos lugares mais bonitos para se visitar, é também um dos mais perigosos.

Favela paraguaia em pleno centro da cidade

Mas Assunção também tem suas belezas, como uma arquitetura muito particular, belos museus e certamente seu maior atrativo, um passeio de barco pelo rio Paraguay. Você tem duas opções, o passeio de três noites e dois dias pelo Chaco paraguaio ou o de sete noites e seis dias pelo Pantanal chegando bem próximo ao Pantanal brasileiro. A agência que organiza os passeios me convidou para acompanhá-los em um dos roteiros, porém o próximo sairia apenas em uma semana, por isso deixei a possibilidade de voltar a cidade no final de outubro para aceitar o convite.

Uma praça da capital paraguaia

De lá entrei novamente na Argentina cruzando em um único dia 890Km. O maior deslocamento da expedição até agora. A idéia era chegar a Jujuy, no noroeste argentino, porém tive alguns problemas no percurso que me obrigaram a parar em Oran, a última cidade fundada pelos espanhóis no país. A cidade não é muito turística, mas é muito aconchegante e seu povo muito receptivo. Passei uma noite e pude me deliciar com as comidas regionais. Uma delas é o Tamal, um bolo de milho recheado de carne e condimentos. Delicioso.

Um belo Tamal - Uma delícia!!!

De Oran segui para Jujuy. A pequena cidade começa agora a explorar melhor seu potencial turístico, por esse motivo, muitos viajantes utilizam a capital da província vizinha, Salta, como base para conhecer lugares como:

1) Quebrada de Huamahuaca – Considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Atravessando o trópico na Quebrada de Humahuaca

2) Pucará de Tilcara – Pucará em queshua, língua dos Tilcaras, antigo povo da região, quer dizer fortaleza. As ruínas foram reconstruídas por arqueólogos e desde então se tornaram parada obrigatória para turistas de todo o mundo.

Ruínas da antiga fortaleza dos Tilcaras

3) Salina Grande – Um imenso deserto de sal com piscinas escavadas pelos moradores da região que fazem a diversão de centenas de turistas no verão. Para chegar lá tive que passar por uma fascinante estrada que, serpenteando as montanhas e um belo vale, chega a atingir 4.170m de altitude.

Salina Grande e suas piscinas de água salgada

Depois de Jujuy segui para o sul por mais uma linda estrada até a cidade de Salta. A cidade está muito bem preparada para o turismo e pude, inclusive, participar de um seminário de turismo e cultura regional que acontecia justamente dois dias após a minha chegada. No seminário fui convidado pelos organizadores para fazer uma apresentação de 30 minutos sobre “Diversidade Cultural e Natural na Argentina” para um público de 300 pessoas. O resultado foi muito positivo e aprendi muito com todos os outros palestrantes.

Em Salta não faltam opções de passeios. Um dos circuitos, de 500Km, são oferecidos em dois dias pelas agências locais. Optei por fazer de moto em apenas um dia. Cansativo, porém ganhei tempo e conheci tudo. Primeiro fui ao pequeno povoado de Cachi de onde desci pelos 150Km de rípio da “Ruta 40” até encontrar novamente o asfalto da “Ruta 58”, meu caminho de volta a cidade. Pela 40 fiquei fascinado com a paisagem e com as montanhas com desenhos de tirar o fôlego. Em uma das partes não resisti, parei a moto e fiquei sentado por mais de dez minutos apreciando a paisagem e o silêncio do lugar.

Ruta 40, um belo lugar para apreciar

No caminho de volta pela "ruta 58" passei pelos monumentos de pedra que são a grande atração da região.

Torres do Castelo de Pedra

Obelisco

Garganta Del Diablo

No dia seguinte fui para o norte em mais um largo passeio de 400 Km. Fui conhecer o viaduto por onde passava o Trem das Nuvens. O passeio foi extinto devido a um acidente com um dos trens, mas tudo indica que em 2008 será re-inaugurado. O trem chega a 4200m e por isso recebe esse nome.

Viaduto do antigo e possivelmente futuro Trem Das Nuvens

No caminho passei por uma pequena vila onde estava acontecendo a festa da Pachamama. Neste tradicional ritual os moradores enterram, em sinal de oferecimento a terra, tudo aquilo que não querem que falte ao longo do ano, como comidas, bebidas, folha de coca e outras coisas. No ano seguinte o buraco é aberto e tudo é consumido durante a festa. Uma cerimônia culturalmente muito interessante.

Comidas, bebidas e folha de coca no enterro da Pachamama

Na última sexta comecei a descer em direção a Chilecito, já na província de La Rioja, passando pelas históricas ruínas de Quilmes. Os Quilmes foram um antigo povo que ficou famoso por ter resistido bravamente a invasão Inca e depois por 130 anos a invasão espanhola, sucumbindo apenas quando os espanhóis conseguiram o controle da fonte de água e a cortaram. Caminhar pelas ruínas é uma verdadeira volta ao passado e a crueldade do processo de colonização.

Ruínas de Quilmes

De Chilecito fui conhecer o Parque da Talampaya e o Valle de La Luna, já na província de San Juan, mas isso eu deixo para o próximo relato. Eu se fosse você não perderia, pois os lugares são realmente incríveis!!!

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

www.expedicoessolitarias.com.br

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Um Pantanal a Ser Descoberto em Pleno Solo Argentino

Por Expedições Solitárias no dia 16/08/2007 às 17h20

Rosário é uma excelente cidade para se passar um final de semana, contanto que tenha sol, é claro. É comum ver a cidade encher nos finais de semana, principalmente de jovens que vêm de Buenos Aires atrás das belas noites “rosarinas”. No dia que cheguei e no dia seguinte o tempo não ajudou muito e por isso preferi apenas caminhar pelas ruas do centro para entender um pouco sobre a cidade. Por sorte o tempo melhorou e o sol voltou a brilhar. Caminhar pela beira do rio...

Passear pela beira do rio é um ótimo passeio em Rosário

...visitar o monumento da bandeira...

Monumento a bandeira em Rosário

...e o museu de arte são programas indispensáveis.

Entardecer visto do observatório no alto do museu de arte de Rosário

Aos domingos a cidade fica cheia de feiras e caminhar por elas é um passeio bem interessante. No verão os turistas argentinos lotam a cidade em busca dos seus balneários e dos esportes náuticos.

Saindo de Rosário cruzei a província de Entre Rios e cheguei, depois de ser parado 4 vezes pela polícia rodoviária, ao Parque Nacional El Palmar. A entrada do parque fica em plena “ruta 14”, indo para o norte, está pouco depois da cidade pequena cidade de Colón. Para entrar paguei 12 pesos e como gostei muito do parque paguei mais 30 para alugar um pequeno trailer e dormir na área de camping do parque que fica bem na beira do rio. Caminhando, cruzei com tatus e outros bichos que vivem no parque. Apreciei um belo pôr-do-sol e matei as saudades do verde e da natureza. Um lindo lugar para se visitar.

Últimos raios de sol no Parque Nacional El Palmar

No dia seguinte subi pela “ruta 14” até a “ruta provincial 119” e parei na pequena Mercedes. A cidade não tem muitos encantos, mas é a base para quem quer visitar o pantanal argentino que recebe o nome de Esteros Del Ibera (esteros = região de pântano e I + Berá = Água Brilhante). Esteros Del Ibera é muito pouco conhecido até mesmo pelos argentinos, principalmente pela dificuldade de acesso. Indo por Mercedes são 120Km de estrada de terra até Colônia Carlos Pellegrini, uma pequena vila com alguns hotéis, restaurantes, comércio e casas de moradores. Um lugar bem simples, porém muito acolhedor. Caso você venha de Posadas, ao Norte, o caminho é ainda pior, pois são aproximadamente 100Km de muita areia e uns 30Km de terra. Com chuva fica impossível chegar ou sair de lá, mas todo esforço é muito bem recompensado.

Esteros Del Iberá durante o passeio de lancha

Três são os principais passeios: a volta de lancha pela Lagoa Ibera, a caminhada pelo parque e a cavalgada. Em todos você pode observar a vegetação da região e se aproximar bastante de animais como: veados, jacarés, capivaras, gatos selvagens e macacos.

Assim é Esteros Del Iberá

Um verdadeiro zoológico a céu aberto

De Carlos Pellegrino subi em direção a Posadas e sofri bastante com a areia. A moto chegou a cair no chão, mas por sorte não aconteceu nada. De Posadas continuei em direção a Foz do Iguaçu e parei para conhecer as ruínas jesuítas de San Ignácio, consideradas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

Nas ruínas jesuítas de San Ignácio 

Na sexta passada cheguei em Foz do Iguaçú onde estou visitando uns amigos. Aproveitei para consertar uma das minhas câmeras e comprar um GPS novo no “mercado paraguaio”. Isso sim que é aventura!!!

Em Foz também fui convidado por professores do colégio Monjolo a fazer duas palestras para 6 turmas de sexta série ao terceiro ano. A idéia era abordar temas como diversidade cultural, aspectos geográficos e aspectos históricos. A experiência foi inesquecível!!!

Com alguns alunos do colégio Monjolo de Foz do Iguaçú

Fico aqui até segunda matando a saudade dos amigos e depois entro para o Paraguai rumo a Assunção.

Ta gostando da viagem? Então não deixe de conferir meu site: www.expedicoessolitarias.com.br. Lá você poderá ver mais fotos, vídeos, mapas e relatos exclusivos. Espero você lá!!!

Um abraço e boas estradas.

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Um Roteiro Inesquecível para Buenos Aires

Por Expedições Solitárias no dia 03/08/2007 às 13h31

Acho que acabei entrando no ritmo de férias de julho… rsrsrs Desculpe pela demora  na atualização do blog, mas recebi visitas e aproveitei para descansar um pouco, mas agora volto com força total. Ah, antes que me esqueça: Adoro ler os comentários deixados. Obrigado pelas palavras de incentivo!!!

A bordo do Trem de La Costa em Buenos Aires

Buenos Aires é uma cidade simplesmente incrível. Por mais tempo que você fique por lá dificilmente conseguirá conhecer tudo. Depois de ficar quase um mês na cidade já me sinto a vontade para montar uma dica de roteiro para uma semana na capital:

Dia 1 – Caminhar pelo centro nas ruas 9 de Julho, Mayo, Lavalle e Florida, com direito a passar pelo teatro Colon, pelo belo shopping Galeria Pacífico, Casa Rosada e Catedral Metropolitana. A noite curtir um bom restaurante ou um bar em Palermo é uma ótima pedida.

Frente da Catedral Metropolitana de Buenos Aires - 12 pilastras representam os 12 Apóstolos

Dia 2 – Começar o dia caminhando por Retiro e de lá seguir para a charmosa Recoleta. Escolher um belo restaurante e almoçar nesse bairro inesquecível. Não deixe de ir no centro cultural que fica na praça principal do bairro, pois sempre tem exposições interessantes. De lá siga até La Boca para conhecer esse antigo bairro, o estádio do Boca Juniors, La Bombonera e o famoso Caminito, o lugar mais colorido da cidade. A noite, o que você acha de um bom Tango? Opções não faltam.

Caminito, uma explosão de cores

Dia 3 – Compras? O shopping Abasto na Calle Corrientes é uma ótima pedida. Caso queira pechinchar não deixe de ir para a Calle Bartolomeu Mitre na Plaza Once. Tudo é muito barato, é só procurar. Feliz com as compras? Então vá almoçar no Porto Madero e depois caminhe pelo porto em um agradável passeio. Aproveite que está por lá e faça uma reserva em algum bom restaurante para jantar a noite com direito a uma bela música ao vivo.

Eu e Carol na Ponte da Mulher em Porto Madero

Dia 4 – O zôo de Buenos Aires, perto da Plaza Itália, é um passeio imperdível. De lá siga para o Planetário da cidade e para Jardim Japonês. Um é praticamente ao lado do outro. Depois da parada para o almoço, a pedida é uma visita ao MALBA, Museu de Artes Latino Americanas de Buenos Aires. A noite, caso você ainda esteja inteiro, um bom programa é assistir um dos inúmeros espetáculos em cartaz nos teatros da Calle Corrientes.

Jardim Japonês de Buenos Aires

Dia 5 – Dando um descanso de Buenos Aires, que tal conhecer Colônia Del Sacramiento no Uruguai? Comprando antecipadamente a passagem de bukebus, você pode pegar a promoção de 100 pesos ida e volta no barco de uma hora. Não esqueça de levar seus documentos e o papel de entrada no país, pois essa é uma viagem internacional. Chegando em Colônia após atravessar o imenso Rio da Prata, uma boa opção é alugar na própria estação do barco uma scooter ou um carrinho de golfe para passear com tranqüilidade pela cidade. Comece pelo centro histórico, subindo no farol, de onde você pode visualizar Buenos Aires. Se estiver um dia de sol, compre um bom vinho e uns frios para acompanhar, sente então no gramado e fique apreciando o rio. Depois siga com seu meio de transporte até a Plaza de Los Toros, lugar em ruínas onde eram realizadas as touradas em tempos passados. Voltando pela costaneira pare na feira de artesanatos e almoce na praça principal do centro histórico.

Plaza de Los Toros em Colônia Del Sacramiento - Uruguai

Dia 6 – Considerando que seja um sábado, o melhor passeio é ir a Tigre. Uma pequena província próxima a Buenos Aires. O passeio é lindo. Primeiro pegue a linha C do metrô até Retiro. Lá pegue o trem comum e vá até a estação Bartolomeu Mitre (a última). Lá você pega dentro da própria estação o Trem Turístico de La Costa por apenas 16 pesos ida e volta. No caminho aproveite para conhecer as estações do caminho. Cada uma tem uma história e uma característica particular. Chegando na estação final você tem três opções: um enorme parque de diversões, um grande cassino ou, por sinal o meu preferido, fazer um passeio de catamarã de uma hora e meia pelo delta do rio, Custa apenas 20 pesos e de estiver um dia de sol garanto que você vai ficar enlouquecido. Depois do passeio caminhe pelo colorido mercado de frutas e artesanatos, escolhendo um dos vários restaurantes para almoçar. A noite, já que é sábado, opções não faltam para dançar. Escolha uma boa boate ou em espanhol “boliche” y se va a bailar.

"Barco quitanda" em Tigre

Dia 7 – Se ontem foi sábado, hoje é domingo certo? Então vá para a feira de San Telmo. É enorme e além das antiguidades, roupas alternativas e artistas nas ruas fazem desse o melhor passeio de domingo na capital. Almoce em um dos restaurantes do bairro, fechando assim a sua viagem com chave de ouro.

San Telmo aos Domingos - Um lugar imperdível

Gostou? Eu garanto que fazendo tudo isso sua viagem será inesquecível e que suas pernas irão agradecer quando você sentar no avião de volta para casa.

Durante julho, aproveitando que recebi a visita da Carol, aproveitei e fui com ela até Malargue, sul de Mendoza para ela conhecer a Caverna de Las Brujas e os Andes. Aproveitei para fazer um passeio que não tinha feito quando passei por lá de moto: A Reserva Natural da Payunia. Um parque com mais de 830 vulcões. O lugar é alucinante e o trekking inesquecível. Cheguei ao pico do meu segundo vulcão a 2400 metros. O primeiro foi em 2004, o Villa Rica no Chile a mais de 3100 metros.

Reserva Natural da Payunia (Malargue - Mendoza - Argentina)

Ontem, quinta-feira, deixei a capital e segui até Rosário. Fico uns dias por aqui e depois subo. Vou aproveitar agosto para conhecer o Paraguai e em setembro desço em direção a Ushuaia.

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Alguns Apoios:
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Buenos Aires com direito a neve depois de 89 anos

Por Expedições Solitárias no dia 12/07/2007 às 23h12

Antes de qualquer coisa peço desculpas pelo sumiço, mas queria aproveitar ao máximo a rápida visita da minha querida mãe. Sabe como é “né”? Afinal já são mais de 120 dias longe de casa!!!

Mar de Ajo é um balneário pequeno e muito agradável. Fiz grandes amigos por lá e conheci belas praias. Está certo que, por conta do frio, nem cheguei perto da água gelada, mas só o fato de apreciar um belo pôr do sol a beira mar já vale. Mar de Ajo é um balneário muito procurado no verão, afinal está a apenas 360Km da capital Buenos Aires, mas no inverno fica praticamente deserta, sendo uma ótima opção para descansar.

Praça principal da pequena Mar de Ajo

No dia 02 de julho deixei a cidade em direção a Buenos Aires. A viagem foi tranqüila, ou quase tranqüila, pois no meio do caminho tive que fazer uma parada para apertar a corrente da minha princesa que já estava mais do que frouxa. Entrei na pequena San Clemente na esperança de visitar o maior aquário marinho da América do Sul, porém, por ser segunda-feira, estava fechado e por isso segui viagem.

Chegando na capital, logo na entrada senti a diferença. Acho que me desacostumei de grandes centros e já até tinha esquecido que congestionamentos existem. Sirenes, buzinas, carros e mais carros, uma verdadeira loucura. Cada vez que ouvia uma buzina pensava comigo “bem vindo a Buenos Aires”.

Com a chegada da minha mãe, peguei o mapa turístico e fomos conhecer os principais bairros da cidade, entre eles: Palermo, Recoleta e San Telmo. Como gosto do charme portenho. Cada bairro tem sua própria vida, sua característica, sua identidade. Caminhar pela cidade é agradável e o metrô é uma excelente opção para ganhar tempo.


 Buenos Aires vista do Bukebus

Como minha mãe queria conhecer um pouco mais do Uruguai, pegamos o bukebus e fomos para o país vizinho, desembarcado em Colônia. Adoro essa cidade e aproveitei para percorrê-la um pouco mais. Alugamos um carro e passeamos por Montevidéu, Punta Del Este, Piriápolis e Atlântida, onde aproveitei para matar as saudades dos meus grandes amigos que me acolheram por lá com muito carinho.

 Montevidéu em uma fria manhã de sol

Na última segunda voltamos para Buenos Aires e a mãe natureza me ofereceu um belo presente de aniversário. Depois de 89 anos, voltou a nevar na capital federal. Um momento histórico.

 Depois de 89 anos a neve volta a cobrir Buenos Aires

Muitos argentinos ignoraram o frio e foram para as ruas para apreciar o espetáculo enquanto os principais canais de televisão faziam a cobertura ao vivo com câmeras espalhadas em vários pontos da cidade.

 Canal de televisão noticia a neve caindo na capital

Na terça minha mãe foi embora e me mudei para um hostel no centro da cidade que, por sinal, está lotada de brasileiros. Hoje fui passear pelo bairro La Boca e conhecer o estádio do Boca Juniors que oferece uma ótima estrutura turística. A visita guiada de uma hora custa 12 pesos e pude conhecer todos os detalhes do estádio.

Fico mais um tempo na cidade esperando que o frio diminua um pouco, sendo assim, aproveitei para deixar a moto na revisão e ficarei curtindo os encantos dessa charmosa capital.

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Dos Andes ao Atlântico

Por Expedições Solitárias no dia 29/06/2007 às 16h03

A neve em Bariloche aumentou de tal forma que até a estação de esqui foi fechada. Pra piorar a situação, o vento acabou com a luz da cidade além de causar outros estragos. Enquanto tudo isso acontecia eu continuava de olho na previsão do tempo de dois sites, um internacional e um argentino. Me alegrei a ver uma melhora de tempo no domingo, mas estava decidido a deixar a cidade assim que o sol reaparecesse. Isso aconteceu no sábado e arrisquei sair de Bariloche. Foi uma viagem com uma boa dose de gelo na pista. Mas, com a ajuda da minha princesa, consegui chegar a Piedra Del Aguila, uma cidade muito pequena que serve apenas como base para viajantes descansarem um pouco.

Saindo de perto dos Andes a temperatura muda bastante e o termômetro, a essa altura, já marcava 5 graus positivos. Pode parecer frio, mas pra quem vem de Bariloche, isso é quase verão, além disso o sol brilhava no céu e já estava longe de toda neve e gelo. No domingo cheguei a Neuquén, capital da província. A cidade não possui atrativos turísticos, apesar do esforço do governo local em divulgá-la através de cartazes espalhados por todo o estado. Passei apenas uma noite e segui para Bahia Blanca na província de Buenos Aires.

Entre Neuquén e Bahia Blanca

A cidade também não possui atrativos turísticos e, além do mais, é uma cidade cara para o orçamento da minha expedição. No dia que cheguei, andei pelo agradável centro da cidade e, ali mesmo, decidi que ficaria apenas por uma noite.

Centro de Bahia Blanca

Na terça-feira peguei a estrada em direção a Mar Del Plata, o balneário mais amado pelos argentinos. Encontrei uma cidade grande e muito bem estruturada para o turismo, principalmente o turismo de verão. Apesar de ser uma cidade turística, Mar Del Plata tem vida própria e pode ser visitada em qualquer estação do ano.

Pôr do sol em Mar Del Plata

Um passeio imperdível na cidade é percorrer a rodovia costaneira até a pequena e charmosa Miramar, outro balneário. O caminho beira o Atlântico e oferece belíssimas paisagens.

O deserto centro de Miramar

Hoje cheguei na pequena Mar de Ajo, outro balneário, onde visitarei um amigo que fiz ao longo da viagem. Daqui sigo dentro de um ou dois dias para Buenos Aires onde receberei a visita da minha mãe que passará uma semana por aqui me fazendo companhia. Nada como um carinho especial no dia do aniversário que está quase chegando.

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Bariloche - 100 dias longe de casa

Por Expedições Solitárias no dia 21/06/2007 às 12h58

Em Bariloche acabei conhecendo um simpático casal de cariocas em Lua de Mel e um colombiano muito louco, o Pablo. Nos juntamos e no sábado pegamos um ônibus para conhecer Villa La Angostura. Uma pequena cidade tipicamente de montanha com menos de 10 mil habitantes localizada a 80Km de Bariloche. A cidade é muito bonitinha e totalmente voltada para o turismo, vale conhecer.

Eu, Vicente e Vanessa em Villa La Angostura

No domingo resolvemos nos aventurar pelas pistas de esqui de Cerro Catedral em Bariloche. Nenhum dos quatro tinha esquiado antes e combinamos de fazer a aula juntos na mais bem estruturada estação de esqui da América do Sul, localizada a 19Km de Bariloche. Catedral, como é conhecido, oferece mais de 70Km de caminhos e pistas, sendo que, a mais alta, para os mais hábeis, está localizada a 2.100m de altitude. As pistas são divididas por cores que indicam os níveis de dificuldade, sendo verde as mais fáceis e preto as mais difíceis. Para os “marinheiros de primeira viagem” o mais indicado é contratar um instrutor particular ou fechar pacote, bem mais barato, que inclui: passe de um dia para montanha, equipamento completo e quatro horas de aula em grupo de até 12 pessoas, sendo duas horas pela manhã e duas a tarde. Para subir a montanha e se arriscar no nível mais básico de pista, o ideal é que o iniciante tenha pelo menos umas 12 horas de aula e alguns dias de prática na zona de principiantes, onde cair e atropelar os outros é bem aceito por todos. Eu que o diga!!! Só de crianças derrubei umas três. Ops...

Eu e Pablo descansando um pouco antes de uma nova descida em Cerro Catedral

Essa semana tirei pra me recuperar das dores musculares. Não sabia que esquiar causava tantas dores!!! Na verdade acho que não causa, o problema foi a quantidade de tombos que tomei. Andei pelas ruas da cidade e fui conhecer Cerro Vierro, um pequeno teleférico localizado a 1Km do centro da cidade.

Vista do alto do teleférico Cerro Viejo

A diferença dele é que a descida pode ser feita por um tobogã gigante, um carrinho de plástico que desce sobre os trilhos de cimento. Um passeio legal e, acima de tudo, bem barato!!!

 Será que o freio funciona?

Já está na hora de começar minha subida em direção a Buenos Aires, mas o clima mudou drasticamente e as nevascas são constantes. O forte vento também impede qualquer tentativa de deslocamento, por isso fico por aqui mais uns dias até que o clima me permita seguir viagem.

Antes de me despedir aproveito para dizer que o meu primeiro livro "Na Rota do Vento" já está sendo vendido pelo site Submarino. Clique aqui e peça já o seu.

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

www.expedicoessolitarias.com.br

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Frio, chuva, neve e belas paisagens

Por Expedições Solitárias no dia 14/06/2007 às 11h16

Contrariando todas as previsões o dia amanheceu sem neve e sem chuva. Um sol tímido ameaçava aparecer por trás das nuvens, porém ficou só na ameaça.

Rua principal de San Martin de Los Andes

Aproveitei o presente da mãe natureza e dei uma volta por um dos circuitos turísticos naturais de San Martin de Los Andes. A idéia era subir por uma estrada de terra até um mirante, depois seguir até chegar na estrada dos 7 lagos que me levaria ao Cerro Chapelco, centro de esqui da cidade. O início do passeio foi bem tranqüilo e admirarei o lindo visual do mirante.

Vista do lago de San Martin

Depois disso continuei a subir, me deparando com os primeiros sinais de neve que cobria as plantas da montanha. Logo a neve não cobria mais apenas as plantas, mas também a estrada. Diminui a velocidade, mantendo não mais que 12Km/h. Realmente era uma aventura. Pensei em voltar, mas a vontade de seguir não me deixou e lá fui eu andando sobre o gelo. Mesmo a essa velocidade um simples toque no freio é certeza de um belo tombo, por isso segui com todo cuidado pelas subidas e descidas do alto da montanha.

Depois da aventura cheguei em uma estrada de asfalto perfeita, achando que dali pra frente seria tranqüilo. Engano meu. O asfalto estava coberto de gelo, principalmente nas curvas e, mais uma vez, todo cuidado era pouco. Avancei com precaução e logo cheguei a Cerro Chapelco, o paraíso de gelo. Eles ainda estavam se preparando para a temporada de inverno, mesmo assim a neve já estava alta e fazia a diversão de alguns turistas que se aventuravam a conhecer o lugar.

Cerro Chapelco

Passei o final de semana praticamente dentro do albergue, pois a chuva e a neve não deram trégua um minuto que fosse. Na segunda queria descer para Vila La Angostura, porém, por conta da neve, a estrada dos 7 lagos foi fechada e, sendo assim, teria que percorrer mais de 250Km para chegar a uma cidade que estava a apenas 100Km de San Martin. Decidi então descer direto para Bariloche e, caso o tempo melhore, volto um pouco até Angostura.

A viagem até Bariloche foi a mais perigosa até então. Sempre classifico o risco da viagem em uma escala de 0 a 5, levando em consideração fatores como distância, qualidade da estrada e clima. Esse, pela primeira vez, era um deslocamento nível 4 e tudo por conta da chuva, neve, gelo e vento. Características climáticas do inverno patagônico. Realmente foi uma aventura e tanto. Peguei duas fortes nevascas, uma quando saía de San Martin e outra quando estava ha uns 80Km de Bariloche. Não sentia nem os pés e nem as mãos que, a esse ponto, já estavam completamente molhados apesar de toda proteção impermeável. Tenho que confessar que foi um alívio entrar na cidade e sentir o pouco calor proveniente da agitação de Bariloche.

O frio está bem forte, mas aproveitei o dia seguinte à minha chegada para conhecer um dos pontos turísticos da cidade, o teleférico Cerro Oto. Saindo de 850m de altitude ele leva você a 1.405 metros, um lugar ideal para apreciar a cidade, suas montanhas nevadas e alguns lagos da região. No topo também tem um restaurante giratório, um lugar bem agradável para saborear um café ou um chocolate quente enquanto aprecia a vista.

Teleférico Cerro Oto com Bariloche ao fundo

Pelo que me informaram as pistas de esqui devem abrir esse final de semana. Quem sabe eu me aventuro em uma delas...

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

Apoio:
Grupo Viagem - www.grupoviagem.com.br
Trilha Carioca - www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.
FRG Cultural - www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!
Erê Bancos - www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!
Deuter - www.deuter.com.br - Equipamentos de aventura!!!
Johnny Bordados - www.johnnycomercial.com.br - Bordados especiais para motociclistas.
Trilhas e Aventuras - www.trilhaseaventuras.com.br
Comunicativa - www.clicknoticia.com.br - Assessoria e Consultoria Jornalística
Núcleo Ivana de Souza Fraga - www.vidaurgentegaropaba.com.br - Pela paz nas estradas.

sugira um post envie para um amigo topo

Malargue - Cavernas, Montanhas, Lagos e muitas descobertas

Por Expedições Solitárias no dia 08/06/2007 às 10h25

A "Caverna de Las Brujas" está localizada a 65Km da pequena Malargue, 65Km esses que são percorridos por um precário caminho de terra pela famosa rodovia 40, e sua entrada está a nada mais nada menos do que 1800m do nível do mar. Os números do turismo na caverna são impressionantes, chegando a receber mais de 15.000 turistas por ano, estando a maior parte concentrada no calor do verão argentino. A caverna foi descoberta em 1920, mas até os anos 50 não foi explorada, possivelmente devido às lendas locais. Na década de 70 foi construído o caminho que liga a “ruta 40” à caverna, porém somente em 1990 foi integrada a rede de áreas naturais protegidas de Mendoza, ou seja, por 20 anos sua exploração foi totalmente livre.

Quando cheguei a caverna estranhei, pois não tinha absolutamente ninguém. A cabana dos guarda-parques estava fechada e nenhum sinal de movimento. Parei a moto ao lado da placa que indicava estacionamento e corri para o pequeno vão de entrada da cabana, me abrigando assim do forte vento. A saída estava marcada para as 10:15h, como tinha chegado com um pouco mais de meia hora de antecedência, concluí que os guardas ainda estavam por chegar. Enquanto esperava, entre o forte barulho do vento, ouvi um pequeno estrondo. Ao olhar vi a moto caída ao chão. Corri para levantá-la, colocando-a agora em uma posição corta-vento, mas de nada adiantou e em menos de 5 minutos estava outra vez ao chão. O jeito foi protegê-la ao lado da cabana, evitando assim que os fortes ventos a derrubassem novamente.

Por volta das 10:20h, para minha surpresa, a porta da cabana se abriu e um guarda-parque, com jeito de quem havia acabado de levantar fez sinal para que entrasse. Ainda com uma cara de poucos amigos me disse que aquele era o primeiro dia de greve e, sendo assim não poderia visitar a caverna. Começamos a conversar um pouco e o Guillermo, era esse seu nome, ficou encantado com a expedição, dizendo então que me levaria a caverna com o maior prazer e, ainda por cima, não me cobraria os 20 pesos de entrada.

Enquanto percorríamos suas estreitas galerias, o Guillermo me contava tudo sobre a caverna e sobre a região, transformando o passeio turístico em um agradável bate-papo sobre história, política, geologia... Chegamos a uma das salas e o Guillermo me disse que os passeios guiados chegavam até aquela parte, mas se prometesse não contar para ninguém em Malargue, me levaria até a ultima sala, a Sala de las Flores. Tive a certeza de que estava no meu dia de sorte. A caverna é realmente impressionante. Com paciência você pode ver diversas formas esculpidas ao longo dos seus 3Km de galerias, dentes de tubarões, flores, bruxas e até mesmo o rosto de Jesus Cristo com uma perfeita formação.

No caminho de volta parei na “Cascada de Manqui-Malal”. Fui recebido pelo seu proprietário que, coincidentemente, também atendia pelo nome de Guillermo. O local é perfeito para os apaixonados por trekking e ainda melhor para os escaladores, pois oferece vias dos mais diversos níveis de dificuldade. Além de tudo isso é um paraíso paleontológico, abrigando um enorme museu de fósseis marinhos a céu aberto, já que, há milhões de anos, durante a era mesozóica, portanto antes da formação da Cordilheira dos Andes, toda essa região era coberta pelo mar.

Em Malargue, outro ponto de visita obrigatória, é o famoso Valle de Las Leñas, reconhecido como o maior centro internacional de esqui da América do Sul. A estrada deve ser percorrida com cuidado, pois nessa época do ano não é raro encontrar parte do asfalto coberto por lisas e traiçoeiras camadas de gelo. A espera da temporada de inverno que começa no próximo dia 16, a vila se prepara para receber os turistas, com operários trabalhando por suas pequenas ruas e prédios.

No caminho para Las Leñas existem dois pontos turísticos que também não podem deixar de ser visitados: “Pozo de Las Ánimas” e a “Laguna de La Niña Encantada”. O primeiro é uma singular formação geomorfológica que consiste em um grande poço de formação circular com uma incrível lagoa de água doce e cristalina no fundo.

Já o segundo, a "Laguna de la Niña Encantada", é um espelho de água cristalina rodeado por rochas vulcânicas que abriga grandes e belas trutas.

Ainda em Malargue aproveitei para fazer um passeio a cavalo até o dique Blas Brisoli, um belo lugar para admirar o entardecer.

Deixando Malargue me aventurei em 750Km de estrada, sendo 170Km de pura terra, até Junin de Los Andes em 09:30h de viagem. Junin não tem muito apelo turístico, mas mesmo assim fiz um dos seus circuitos turísticos, indo conhecer o lago Tromen dentro do Parque Nacional Lanín. Fui surpreendido por uma desagradável chuva que aliada ao frio, aos fortes ventos que superavam os 50Km/h e a lama do parque que quase me levou ao chão mais de cinco vezes me ajudaram a decidir levantar “acampamento” e baixar para San Martin de Los Andes.

Cheguei ontem a San Martin com muita chuva e a previsão para os próximos dias é de neve. Por enquanto a chuva constante não incentiva muitos passeios, mas assim que o tempo melhorar saio da “toca” para explorar a região. San Martin de Los Andes possui uma estrutura turística muito mais desenvolvida que Junín, sendo assim uma agradável cidade para esperar com calma uma melhora de clima.

Um grande abraço e boas estradas.

Rodrigo Ventura

Co-patrocínio:
ABRAM - www.abrambrasil.org.br - Associação Brasileira de Motociclistas

sugira um post envie para um amigo topo