“Não devemos parar de explorar, e o fim de toda nossa exploração será chegar ao ponto de partida e ver o lugar pela primeira vez”.
T.S. Elliot (1888 – 1964, escritor e poeta britânico)
Gosto muito dessa frase. Acredito que mudamos, crescemos, evoluímos com cada experiência e com isso mudamos nossa forma de olhar, nossa forma de perceber o mundo. Cada Expedição Solitária traz uma nova lição, ou muitas lições, e acho que por isso acabei me viciando em viajar, conhecer pessoas e lugares.
Vou aproveitar e agradecer aos amigos pelos comentários do BLOG. Esse tipo de apoio é o maior combustível para os aventureiros solitários. Ahhhh, mas não posso também deixar de postar duas mensagens muito especiais que recebi de leitores do meu primeiro livro:
“É óbvio que devorei teu livro na noite de ontem e na manhã de hoje. Parei leituras importantes, pois comecei a ler e não deu pra tirar o pé do acelerador. Ler o teu livro dá vontade de chutar o balde de tudo e cair na estrada. Foi bom viajar contigo pela páginas do teu livro. Que venham mais!” Rodolfo Muanis
“Parabéns Rodrigo! Seu livro tem duas vertentes muito fortes que acabam por conquistar diferentes gostos: os aventureiros e os amantes de GENTE. Você comprova como o 'universo conspira a nosso favor' quando nosso desejo vem embalsamado de amor, de valores, de princípios nobres e, principalmente de respeito às pessoas. Comprova que o destino não é fatalidade, mas um encontro com aquilo que precisamos para nossa evolução, e o que faremos desses encontros é o determinante da nossa história de vida. Que a grande riqueza está no aprendizado com quem cruza nossos caminhos. Creio que as belas paisagens marcaram muito, mas as pessoas ainda mais. Esta foi a mensagem que retirei de Na Rota do Vento, daquele que conheci tão pouco, mas que lembrarei sempre, não só pela sua obstinação, mas pela força que tem para doar àqueles que o cercam.” Dani Lima
Depois de comentários como esses, preparem-se... Em breve lanço minha candidatura para a Academia Brasileira de Letras!!! heheh ![]()

Já me apresentei, já falei do livro, agora é hora de começar a contar um pouco das aventuras passadas para preparar o terreno para a nossa próxima Expedição Solitária.
As pessoas sempre me perguntam como isso começou. Na verdade sempre gostei de aventuras. Ficava fascinado a cada reportagem que via de aventureiros como Amyr Klink, Waldemar Niclevicz ou Família Shurmann, desses então sou fã de carteirinha, ainda mais quando li o último livro da Heloísa – Em Busca do Sonho.

Sonhava em algum dia fazer algo parecido, mas a princípio era só um sonho, um sonho muito distante da minha realidade e jamais poderia imaginar que minhas aventuras seriam em cima de duas rodas. Por incrível que possa parecer sempre morri de medo de motos. Fui criado ouvindo que era muito perigoso e, quando tinha uns 18 anos, peguei uma carona com uma tia em uma CB 400 e achei aquilo perigoso até demais.
O tempo foi passando e quando tinha uns 24 anos resolvi comprar aquela tal de scooter para fugir um pouco do trânsito do Rio. Não deu outra... Me apaixonei pelas duas rodas!!! Em menos de um ano vendi o carro e a scooter para comprar minha primeira moto, a minha “Pequena”, uma Honda Shadow 600cc Preta 2002, ainda nova, com apenas 18.000 Km rodados. Jamais poderia imaginar que a venderia, ou melhor, a perderia (mais isso eu conto depois), apenas dois anos depois com quase 50.000 Km rodados.
No primeiro ano foram viagens curtas como Angra, Paraty, Petrópolis... Mas em 2004 decidi fazer a primeira Expedição Solitária. A decisão foi tão rápida como o planejamento e a saída. A pergunta era: o que fazer em 30 dias de férias somados a dois feriados e uma folga, totalizando 40 entediantes dias? Argh, nem pensar... ![]()
Após cancelar a viagem “normal” que faria para o Canadá, para mais um “divertido” curso de inglês, tinha que decidir rápido o que fazer ao longo dos dias de ócio que se aproximavam. Faltando apenas uma semana para as tão sonhadas férias, decidi finalmente: Sair do Rio com minha “Pequena”, para um breve passeio até a capital do tango, Buenos Aires.
Tinha apenas uma semana para o planejamento: traçar rota, revisar moto, avisar, ou melhor, “convencer” a família e os amigos mais próximos de que tudo daria certo, arrumar malas...
Mas será que uma semana seria suficiente? Em breve você vai saber!!!
Um grande abraço e boas estradas,
Rodrigo Ventura
Apoio:
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Antes de começar a postar minhas aventuras, acho melhor me apresentar e falar um pouco sobre o que você encontrará nesse nosso espaço.


