Grupo Viagem

envie a um amigo envie sua dica imprimir

Especiais
Cruzeiros
Resorts
Super Aventuras
Verão
Aventura e Diversão
Internacionais
América Latina
África
Europa
Estados Unidos e Canadá
Austrália, Nova Zelândia e Ilhas do Pacífico
Nacionais
Norte
Nordeste
Sudeste
Centro Oeste
Sul
TV grupo viagem
Blogs
Blog do Viajante
Casal Tsunami
Critter Hunter
Japa Girl
Expedições Solitárias
No Tabuleiro da Bailandesa
Dicas e apoio
Boletim
Vistos e passaporte
Bagagens
Vacinas
Telefonia
Embaixadas e Consulados
Aeroportos
Rodoviárias
Dicionário
Fuso Horário Mundial
Quem somos
blog do viajante

A saga da temperatura

Por Expedições Solitárias no dia 06/02/2007 às 00h28

"Aquele que domina os outros é forte; aquele que domina a si mesmo é todo-poderoso".
Lao Tsu (604-531 a.C., filósofo chinês)

No início do ano fui convidado para falar no primeiro programa Atualidades,da Rádio MEC, sobre um tema muito interessante: Felicidade. Defendo a idéia de que todos podem alcançá-la desde que tenham autoconhecimento. Conhecer e dominar a si mesmo é o único caminho para ser feliz. Em uma Expedição Solitária, momentos difíceis são inevitáveis, porém, torná-los uma lição é a melhor forma de superá-los.

Imagino que você deva estar curioso para saber o final da “Prova de Fogo”, certo??? Mas vou voltar ao início para você entender tudo que aconteceu nos mínimos detalhes.

Foram 18 horas que levei para percorrer os 1.480 Km entre Rio e Foz. A previsão inicial era de algo em torno de 14/15 horas! A viagem foi quase tranqüila. Quase porque em São Paulo a minha menina acendeu a luz de temperatura quando estava rodando pela Castelo Branco a toda.

Baixei a velocidade para 110/120 Km/h e consegui rodar sem que a luz acendesse, mas nessa velocidade não chegaria a Londrina (onde tem autorizada) a tempo de pegá-la aberta e por isso decidi esticar até Foz do Iguaçú, independente da hora que chegaria. Nisso descobri que não podia baixar de 100 Km/h ou ela superaquecia por falta de ventilação. O problema seria passar pelas cidades pequenas sem frear e também explicar para o policial rodoviário paranaense que eu estava vivendo meio que uma situação de Velocidade Máxima e por isso não respeitava os limites de velocidade!!!


Abastecendo em Santa Mariana, interior do Paraná


Entrada de Santa Mariana

Mas consegui chegar. Tudo bem que já era mais de uma da manhã, mas cheguei. No dia seguinte deixei a moto na autorizada e voltei na parte da tarde. Segundo eles, tudo não passava de um erro do mecânico da Suzuki do Rio que revisou minha moto. Eles explicaram que o tal mecânico, ao completar o fluido de arrefecimento, teria deixado ar no sistema e com isso a bomba jogou todo o líquido para fora, gerando assim o superaquecimento.

Completaram o líquido e disseram que não precisava mais me preocupar. Rodei por Foz no sábado e aparentemente tudo normal. Mal sabia o que me esperava no dia seguinte...

Bem, agora vem a parte mais trágica de todas. Caso você sofra de profunda paixão por motos, tenha cuidado ao ler!

No domingo, saí de Foz exatamente as 05:30 da manhã, ou 06:30 pelo horário de verão. Abri bem o motor para ver se a temperatura se mantinha, aproveitando que ainda estava perto de Foz. Ao passar pelo primeiro pedágio, reparei que a luz vermelha de temperatura acendeu e, menos de 10 segundos depois, apagou. Achei que isso pudesse ter acontecido por alguma bolha de ar, ou sei lá o que, uma vez que o líquido tinha zerado e depois fora completado, podendo com isso ter causado algum "distúrbio" sensorial". Fiquei de olho, mas ele não voltou a acender.

Minha preocupação ficou por conta do consumo nessa parte da viagem. Rodando a 150/160 Km/h, na primeira parcial entrei na reserva fazendo uma média de 12 Km/l. Achei que pudesse ser a qualidade da gasolina em Foz, apesar de ter abastecido em um posto Ipiranga. Diminuí a velocidade para diminuir o consumo, uma vez que não via posto pela frente e, infelizmente, a gasolina acabou antes que o posto chegasse, fazendo uma média de 11 Km/l na reserva.

Empurrei um pedaço e consegui fazê-la pegar no plano. Empurrei mais um pouco e por sorte cheguei em um posto "genérico". Passado o susto, segui viagem em direção a Curitiba, escolhendo por um caminho diferente do feito na ida.

Optei por acelerar e o consumo ficou na casa dos 14/15 Km/l, mas precisava testar a temperatura de uma vez por todas. Cheguei bem em Curitiba e pelas minhas contas chegaria no Rio por volta das 20:30, ou seja, as 15 horas estimadas inicialmente.

Saindo do Paraná, entrei na serra e o drama começou. A luz de temperatura acendeu novamente, porém agora estava na serra, com um trânsito infernal e sem acostamento, ou seja, não conseguiria usar a mesma tática da ida de rodar a 120 para manter a Boulevard resfriada e não conseguiria parar sem uma boa dose de risco. Rodei até achar um acostamento e parei por um tempo para ver se ela esfriava.

E esfriou? Vou deixar o final dessa história, as fotos do Templo Budista de Foz e a dica de um belo restaurante em Puerto Iguazú para o próximo post. Até lá...

Um grande abraço e boas estradas,

Rodrigo Ventura

Apoio:

www.grupoviagem.com.br

www.trilhacarioca.com.br - Trilhas e treinamento empresarial.

www.leandrofregonesi.com.br - A revelação do samba!!!

www.erebancos.com.br - Bancos sob medida para a sua moto!!!

sugira um post envie para um amigo topo