O Parque Nacional de Santa Teresa é simplesmente fantástico, um passeio imperdível para quem entra no Uruguai pelo Chuí. Fiquei seis dias acampado por lá e foram mais do que suficientes para conhecer tudo. Caso você não goste de acampar, não se preocupe, o parque oferece a opção de locação de cabanas, algo muito comum aqui no Uruguai. Na baixa temporada uma cabana para 3 pessoas pode chegar a custar 150 pesos por dia, pouco menos de R$ 15,00, uma opção barata e confortável. Mas caso queira vir no verão, reserve com bastante antecedência e esteja pronto para pagar um preço bem mais salgado e encontrar um parque completamente entulhado de gente. No último verão até uma festa Rave aconteceu!!!

Praia Grande, a maior praia do Parque Nacional de Santa Teresa
As cinco praias são praticamente juntas, separadas apenas por algumas pedras ou pequenas dunas de areia, por isso, caso você esteja com disposição, pode tirar um dia e caminhar por todas elas e caso tenha sorte, poderá ver as toninhas se divertindo na água gelada. Para os adeptos ao surf, não esqueçam suas pranchas e roupas de borracha, pois a formação das ondas nas praias do parque é muito boa também. Foras as praias e a bela natureza, existem três rápidos passeios que podem ser feitos em uma manhã: visita ao mini zôo, ao invernáculo (jardim de inverno) e ao sombráculo (jardim de verão). Mas e a Fortaleza?

Surfista se divertindo nas ondas das praias do parque
A Fortaleza fica ao lado do Parque Nacional, porém, para visitá-la você deve sair do parque pela entrada principal e voltar 4Km na estrada até a sua entrada. O camping que escolhi ficava bem ao lado da saída secundária do parque, uma saída que leva diretamente a Fortaleza num percurso de aproximadamente 500 metros, porém permitida apenas para os militares, sendo assim tive que apelar para o bom jeitinho brasileiro, fazendo amizade com o guarda responsável pela saída e pronto, estava autorizado a passar!!!
A Fortaleza abre para visitação apenas de sexta a domingo e é um passeio histórico imperdível. Totalmente conservada, abriga na suas salas, um museu com a sua história e a história do Uruguai, isso sem falar na vista privilegiada que oferece. O preço para visitá-la é muito barato, algo em torno de R$ 1,00.

Estátua de um militar com a Fortaleza de Santa Teresa ao fundo
Seus arredores também guardam grande beleza. O pequeno balneário de Punta Del Diablo, com sua pouca estrutura e ruas de terra, chega a receber no verão 20.000 turistas, gerando renda para o sustento dos quase 1.000 moradores durante todo o ano, época em que fica praticamente deserta. Punta Del Diablo fica a apenas 3 Km ao sul da entrada do Parque, por isso uma boa opção é montar sua base no parque e visitá-la quando quiser.
Um pouco mais distante, uns 60 Km e você chega a entrada de Cabo Polônio. Para visitar essa preciosidade da natureza, você deve deixar o seu carro no estacionamento de uma das agências e pegar um veículo 4 x 4, pagando 120 pesos, ou R$ 11,00. O carro atravessa as dunas de areia, passando pela praia, até chegar na pequena vila que abriga aproximadamente 40 famílias. Estando por lá, um passeio imperdível é subir no farol e ter uma vista privilegiada do lugar, porém está sujeito as condições climáticas. Ah, e custa apenas 15 pesos, R$ 1,40, para subir os 132 degraus da escada em caracol. Você também tem a opção de ficar em Cabo Polônio, um quarto de casal na pousada custa 25 dólares, uma opção mais em conta é alugar uma cabana de pescadores por 300 pesos ou ainda um quarto em um pequeno albergue por 250 pesos. Caso você faça a opção de passar uns dias por lá, esteja pronto para perder contato com o mundo exterior e uma boa dica é levar seus mantimentos, pois em Cabo Polônio, na baixa temporada, são pouquíssimas as opções de restaurante. Tive a sorte de visitá-la num final de semana muito especial, pois estava recebendo pintores famosos de Montevidéu. Esses pintores realizam um projeto que consiste em escolher um lugar no Uruguai e passam o final de semana pintando os muros e paredes das casas com verdadeiras obras de arte. Lindo!!!

Barco de um pescador de Cabo Polônio
Fora isso não perca seu tempo visitando La Coronilla ou Barra do Chuí, pois não encontrará nada que faça valer a visita.
Deixei o parque na última segunda-feira e fiquei até hoje em La Paloma, um pequeno balneário também, porém muito mais estruturado, tendo inclusive dois bons supermercados. Achei um albergue e paguei 200 pesos, menos de R$ 20,00 por dia. Em La Paloma não se tem muito o que fazer, mas vale passar um dia observando a pacata cidade e subir no Farol, esse porém com 143 degraus. Haja fôlego!!!

A pequena e agradável La Paloma
Hoje continuei a viagem, passando por Punta Del Este e Piriápolis, aportando em em Atlântida na casa de uma família de uruguaios muito simpáticos que conheci em Garopaba. Depois vou para Montevidéu, para respirar um pouco de poluição, e sigo até a bela e imperdível Colônia.
Em grande abraço e boas estradas,
Rodrigo Ventura
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